Revitalização no São Francisco leva Bispo ao 21º dia de jejum

dezembro 17, 2007 por claudstonnunes

 

 Nesta segunda-feira 17 de dezembro, completam 21 dias de greve de fome do bispo diocesano de Barra (BA), Dom Luiz Flávio Cappio em protesto contra a transposição do Rio São Francisco. O religioso afirma estar aberto a diálogo, mas não concorda com a forma de como estão (os políticos) tratando o projeto.
Dom Cappio, que já chamou a obra de insana, louca e desvairada, por não concordar com a forma que será efetuada a transposição, chegou a ir à Brasília para entregar ao Presidente Lula um projeto alternativo que não agredisse ao meio ambiente, nem tampouco, prejudicasse quem vive do Rio, como pescadores da região. Ele protocolou uma carta no Palácio do Planalto na qual sugere que, em lugar da transposição, sejam construídos canais para desviar a água do Rio São Francisco.
Por não ter retorno positivo, a seu ver, o bispo então anunciou por meio de carta, que foi entregue a Lula por Dom Tomáz Balduíno no final do mês passado, a greve de fome que faria. Na carta, de acordo com “Agência Brasil” – Radiobrás, Dom Cappio afirma ao presidente que “O senhor não cumpriu sua palavra. O senhor não honrou o nosso compromisso. Enganou a mim e a toda a sociedade brasileira”.
O Bispo continua em greve de fome desde o último dia 27 de novembro. Ele já apresenta alterações físicas e tem sido acompanhado por um médico. O religioso que continua determinado a manter o jejum tem ainda hipotensão e já perdeu oito quilos.
Preocupado com o agravamento da situação, o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, telefonou para o bispo sugerindo um acordo para o fim do jejum. Dom Cappio respondeu que condicionava qualquer negociação ao arquivamento do projeto de transposição.
O religioso está recebendo apoio em sua manifestação. Várias vigílias vêm acontecendo desde o inicio da greve. Está para iniciar uma vigília e jejum em solidariedade ao protesto, onde serão realizadas manifestações em diversas capitais, entre elas estão Brasília, Salvador, Fortaleza e Florianópolis. De acordo com o representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na Bahia, Rubens Siqueira, também está sendo articulada uma manifestação em Sobradinho, onde está Dom Cappio.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica: Use o filtro solar

dezembro 3, 2007 por claudstonnunes

Está chegando o verão e como de costume com ele vêm à tona discussões a cerca dos cuidados e a prevenção ao câncer de pele. A exposição ao sol mais, freqüente nessa época do ano, estimula campanhas de prevenção à doença e as pessoas tendem a ficar mais atentas aos sintomas. Mas no Brasil, em especial na região Nordeste, os índices de radiação ultravioleta (UV) são elevados o ano todo, por isso deveria ser adotado medidas preventivas (campanhas, etc.) o ano todo visando esclarecer a população a fim de reduzir os casos de câncer de pele.
De acordo com Dr. Ruy Botelho, dermatologista do centro Médico do Hospital Português (em: hportugues.com.br), os tipos de câncer de pele mais freqüentes são os carcinomas basocelular, espinocelular e o melanoma. Todos originados de proliferações excessivas de determinados tipos de células da epiderme (camada mais superficial da pele).
O carcinoma basocelular (CBC) representa o mais freqüente, correspondendo com cerca de 70% dos casos. Se não for tratado adequadamente o CBC pode se tornar agressivo destruindo o tecido subcutâneo, ossos e músculos, causando deformidades e até perda de funcionalidade de alguns órgãos.
O mais agressivo entre os cânceres de pele é o carcinoma espinocelular (CEC), podendo, se não tratado de inicio, originar metástases. Podendo ser resultado de cicatrizes ou ulceras crônicas, também esta relacionado com o a exposição repetida do sol ou contato com algumas substâncias químicas como o arsênico, por exemplo. Os sintomas podem ser uma lesão acentuada, eventualmente sangrante. Também necessita de tratamento cirúrgico imediato e tem bons índices de cura. Tanto o CBC quanto o CEC são mais freqüentes após os 40 anos e em pessoas de pele clara menos protegida naturalmente.
De acordo com o exposto, o câncer de pele não é algo tão banal e deve ser levado a serio, porém os dados da Campanha Nacional de Contra o Câncer de Pele promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revelam que cerca de 75% dos baianos não usa qualquer tipo de proteção quando se expõe ao sol.

Situação do São Francisco vem à tona na 3ª Conferência Jaime Wright

novembro 6, 2007 por claudstonnunes

Neste ano de 24 a 26 de outubro a Faculdade 2 de Julho foi palco da 3ª Conferência Jaime Wright – Promotores da Paz e dos Direitos Humanos. O evento, que teve como tema o meio ambiente, focou em questões como o aquecimento global e revitalização do Rio São Francisco. Para tanto Contou com participação de grandes nomes em docência nacional como Prof. Luiz Morais – UFBA e Prof. Carlos Vainer – UFRJ, além de representantes do Ministério do Meio Ambiente, Fórum Brasileiro Mudanças Climáticas, entre outras figuras importantes nesse contexto.
A conferência foi realizada sob administração da Faculdade 2 de Julho que disponibilizou seu auditório, onde aconteceu o evento. O acesso tanto para os estudantes da instituição quanto para interessados externos foi com entrada franca durante todos os dias.
Em meio a varias discussões os visitantes contaram com a palestra do Carlos Vainer, que além de ser da área docente no estado do Rio de Janeiro, também preside o Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR. Vainer critica a idéia de ”mercantilização” da água, que seria uma forma de explorar indevidamente a água. Questões como a Revitalização do Rio São Francisco, vieram à tona, pois o projeto, de acordo com pesquisadores, visa muito mais o interesse de empresários à idéia inicial do mesmo (água para o povo).
Sendo assim, chega a ser hipocrisia defender questões de “água para quem precisa”, enquanto na verdade, tal projeto tende a beneficiar muito mais a poderosos. Os números não dizem contrario: nessa questão (Rio São Francisco) 70% das águas revitalizadas iriam para produção, exportação de frutas e criação de camarão; 26% para o setor industrial; apenas 4% seriam destinadas para a população da caatinga, que são 0,23% da população. (fonte: brasiloeste.com)

CADÊ O TRANSPORTE?

outubro 2, 2007 por claudstonnunes

Moradores das proximidades do condomínio Trobogy encontram-se indignados com as más condições  em que se encontram o transporte local.
 

O transporte público da cidade do Salvador deixa a desejar em alguns aspectos como, a fta antiga e um dos quilômetros rodados mais caros do país na categoria dos ônibus (fonte: Superintendência de transportes públicos de Salvador – STP), além da má distribuição de linhas e horários em grande parte da cidade.
Os moradores do bairro da Paralela, em especial nas proximidades dos condomínios Trobogy e Asa, encontram-se “jogados as traças” no que diz respeito a esse contexto (transporte público). Segundo eles o transporte da região é terrível, são apenas duas linhas regulares e uma complementar rodando diariamente, sendo esta, a segunda, classificada como intermediaria não dando acesso ao benefício de meia passagem aos estudantes. Os moradores que precisam do ônibus se queixam ainda sobre o pequeno número de veículos atendendo a região, baixando assim a qualidade do serviço, uma vez que, seja desproporcional a quantidade dos ônibus para tamanha população. Isso acarreta em problemas como lotação dos veículos, falta de segurança no transporte, entre outros.
“Eu moro na região há muito tempo, antes mesmo daqui ter transporte, a gente tinha que andar até a Paralela para pegar ônibus. Eu vi os primeiros coletivos virem para essa linha, posso assegurar que a quantidade de usuários era bem menor com apenas os condomínios Asa, Aldeia das Pedras e Trobogy, além de pouquíssimas casas na Vila Dois de Julho. E já tinha quem reclamasse. Hoje, o Dois de Julho é um bairro, temos mais um condomínio, o Vila Rita, outro em construção, e nada foi modificado”, disse indignado com a falta de opção de transportes Sr. José Luis Santos, funcionário público, morador do condomínio Asa.
A população local afirma, inclusive, que já passaram abaixo assinados para a Secretaria dos Transportes Públicos (STP), mas pouca coisa mudou. Na verdade apenas a presença de um fiscal do órgão por alguns dias não solucionou o caso. “Já foi feito de tudo, manifestações, ofícios, abaixo assinado, será que vamos ter que colocar fogo em pneus nas ruas para sermos correspondidos?” Pergunta sensibilizada Sra. Maria José Lima, comerciante, moradora do condomínio Vila Rita.
Segundo a STP, que tem novo administrador desde maio de 2007, informa já ter conhecimento da realidade da região do Trobogy, e implantou novo circuito da linha 1302 que roda do bairro para o Comercio/Lapa tendo em vista maior conforto e rapidez no atendimento à população. Alem disso, ainda de acordo com a STP, fiscais do órgão policiam a região quanto o horário de saída dos ônibus.

Calamidade Pública

setembro 7, 2007 por claudstonnunes

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Segundo a constituição brasileira, todos temos o direito a usufruir os bens oferecidos pelo país de maneiras iguais, independente de gênero, raça, religião, cultura etc. devem respeitar os mesmos direitos e deveres. Qualquer pessoa, desde o momento em que nasce, deve gozar dos direitos do país, por mais que não seja de descendência comum, esta deve ser respeitada como cidadão, não podendo ser, por nenhuma hipótese, descriminado ou ate mesmo violentado sobre os seus direitos. Em meio o mal desenvolvimento das grandes cidades surge um “submundo” (favelas, morros onde se localizam os excluídos, os as margens da sociedade) lotado de descriminações, onde a realidade daquele povo (habitantes de tais lugares) é muito diferente daquela que lhes são reservadas. Estes nem sempre têm acesso às escolas, a um bom serviço médico, ou seja, há uma oposição entre a prática e ao que lhes são reservados perante a legislação brasileira. Não é preciso muita procura para encontrar crianças que habitam as ruas de Salvador, crianças que vivem uma realidade igual à de muitas outras espalhadas nesse Brasil, vivendo simplesmente sem nada. A situação encarada por esses menores é muito difícil, onde não têm família, moradia, educação, acompanhamento médico e tantas outras necessidades que encaram diariamente, chegando até a encontrar como “saída” o mundo das drogas, da marginalidade, do roubo, do crime, que realmente seria o que essas pessoas estão propicias a adquirirem morando na rua.Orgaos como a Fundação Cidade Mãe (FCM), órgão ligado à prefeitura municipal de Salvador, abriga menores carentes oferecendo-lhes ações de cidadania, auxilio escolar, oficinas de cursos recreativos e profissionais, tendo uma grande parcela na formação social de muitas pessoas inseridas nesse contexto, acaba sendo uma das poucas opções a muitos jovens da grande Salvador. A FCM conta com algumas unidades lotadas em bairros periféricos da cidade, mas apenas ela não é o bastante para tamanha necessidade, mesmo porque um dos requisitos básicos para o ingresso na Cidade Mãe é estar estudando e nem sempre meninos e maninas de rua ocupam cadeiras em colégios, ainda que da rede pública.É preciso que as autoridades de competência nesses assuntos tomem consciência da situação e organize programas de inclusão social, a fim de retirar essas pessoas das ruas e prepará-las para que tenham um futuro digno, colocando-as em centros de apoios, dando-lhes acesso à educação, moradia, em fim, o que qualquer pessoa precisa para viver em mínimas condições de conforto. Por mais que seja uma tarefa difícil é necessário remediar, a princípio, tal situação até ganhar tempo para organizar todo o caso, e acabar com essa realidade que envergonha e deixa o brasileiro indignado.

                                                                                                        Claudston Nunes

EXPLORAÇÃO INFANTIL

agosto 28, 2007 por claudstonnunes

“É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz” : é isso que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (Cap. V, art. 60), promulgado em 1990. No entanto, no Brasil, assim como em quase todo o mundo, existe trabalho infantil. Milhares de crianças e jovens trabalham e muito. Assim, essa lei muitas vezes não é cumprida.Por que as crianças trabalham? Há adultos que defendem o trabalho infantil dizendo que é uma prática disciplinadora, prepara para a vida, é uma forma de evitar a ociosidade e a malandragem. Na verdade, a principal razão para as crianças trabalharem é a pobreza de suas famílias. Esse problema é muito preocupante: quando a criança trabalha, não pode se educar direito, nem fazer atividades próprias à sua idade, o que prejudica sua formação e seu desenvolvimento. A maior parte das crianças que trabalham moram na zona rural. As condições de trabalho no campo são muito difíceis e prejudicam a saúde. Só às vezes as crianças recebem pagamento e, mesmo assim, muito pouco; em geral, o trabalho infantil é considerado ajuda e não é remunerado. Nas cidades, a maioria das crianças trabalham prestando serviços aqui e ali ( “biscates” ) : em supermercados e feiras livres, como carregadores, empacotadores; as que trabalham nas ruas vendem frutas, balas, chocolates, ou são guardadores de carros, engraxates; há ainda crianças trabalhando em fábricas de roupas, calçados etc.; muitas meninas trabalham como empregadas domésticas, ganham salário irrisório e não podem freqüentar a escola. Um estudioso da questão declarou que “é difícil encontrar no Brasil uma mercadoria que não tenha a marca da mão de uma criança” (Carlos Alexim, da Organização Internacional do Trabalho). Nas várias regiões do país, encontramos pois, trabalho infantil, em atividades penosas, perigosas, sem proteção, sem direitos trabalhistas, sem pagamento ou muito mal pago – e sem escola.

Mais da metade das crianças e jovens que trabalham tentam conciliar o trabalho e o estudo. Essa conciliação é difícil, com muitas idas e vindas. Muitas vezes os jovens terminam por abandonar os estudos, ou acabam ficando muito defasados em relação a seus colegas.

            Atualmente no Brasil e no mundo, muitas organizações estão fazendo campanhas de combate ao trabalho infantil. Nem todas, entretanto, se deram conta que, para a criança não precisar trabalhar, é preciso lutar pela melhoria de vida das populações pobres, em defesa de uma sociedade mais justa, onde todos tenham seus direitos respeitados e, especialmente, os adultos tenham condições de sustentar a família com seu trabalho. É o que diz o lema de uma dessas campanhas: “Devolvam o emprego do meu pai, eu não quero trabalhar !”.

Olá mundo!

agosto 28, 2007 por claudstonnunes

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